Começando a empreender

Começando a empreender

Olá seguidores do Ajuda MEI!

Falar com vocês é como se eu estivesse entrando numa sala cheinha de pessoas como eu que, de uma hora para outra, se viram empreendendo em alguma área, com um negócio “montado” nas mãos para ser tocado, com tantas dúvidas e medos, mas também com muitos sonhos e vontade de fazer a coisa acontecer. Temos muito em comum e me sinto muito à vontade para essa conversa inicial!

Comecei a “empreender” 25 anos atrás, quando abri mão da minha carteira de trabalho assinada para me tornar sócia da empresa em que trabalhava. E o convite veio, não por causa da cor dos meus olhos verdes… veio porque, desde o início (não vou dizer quantos anos para não denunciar a minha idade avançada!), eu trabalhava e me interessava pelo trabalho “como dona” dele. Tinha ideias, criava condições para lançar novos produtos/serviços, tomava providências, fazia contatos, reinventava os processos a partir de novas perspectivas e pontos de vista. A palavra que melhor define a experiência que eu vivi – e que sei que vários de vocês experimenta – é tesão. Eu sentia que eu podia! Eu me empolgava! Eu contagiava e convencia  todos os atores envolvidos na minha rede que o meu negócio tinha diferencial e era bom.

E assim os anos se passaram e, com eles, as crises econômicas (sou da época pré-Plano Real, acreditem!), e também as políticas e sociais. Anos tensos e preocupantes… Navegamos em mares de ondas gigantescas e quase fomos engolidos por elas… Mas resistimos! A empresa não é mais a mesma de quando eu comecei! Tive de nos reinventar para não morrer. E para não morrer, tive, acima de tudo, de me reinventar!

E é sobre esse “nos reinventar” que queria fixar essa nossa conversa de hoje.

Quem ainda não sabe que empreender é um grande desafio? Quem nunca ouviu sobre isso ser especialmente desafiador no Brasil? Pois é… É sim! É mesmo! Algumas vezes, é assustador! A gente fica se perguntando o porquê de ter decidido entrar nesse jogo onde a máxima “dar um boi para entrar e uma boiada para sair” é mais do que verdadeira… Por que?

E a resposta vem simples: na maioria dos casos, a razão que nos leva a empreender é a PAIXÃO! É a certeza de que temos diferencial a oferecer ao mercado! É a nossa insatisfação com o que temos ou vemos que acende aquela vontade adormecida de desengavetar um projeto antigo.  É a nossa autoconfiança que nos estimula, impulsiona e diz… vai!

Só que chega o dia em que você, como eu, entende que paixão, vontade e força de vontade não pagam impostos, não atraem clientes, não garantem a retenção dos profissionais que precisamos nem, muito menos, asseguram a longevidade da nossa marca. É preciso estudar o mercado, acompanhar as tendências, ouvir o público, mapear os processos e os perfis dos colaboradores; é preciso negociar, ter lastro, saber sobre leis e normas, ter condições de investir minimamente em tecnologia e ao máximo em dedicação do nosso tempo para o trabalho. Como diz uma amiga querida que tenho, “ganhar dinheiro dá trabalho, muito trabalho”.

Não é fácil! Às vezes, é desanimador. Mas é assim mesmo que acontece… E o alento está em saber que nada disso é fato isolado ou dor que só dá na gente. O alento está em saber que existem pessoas preocupadas e aflitas lidando com os mesmos problemas e angústias. O alento está em saber que as portas dos sindicatos, dos clubes de diretores lojistas, das associações e, agora, desta Universidade Federal Fluminense estão abertas para ajudar e orientar todos que precisam e querem seguir em frente.

Ouvi-los e oferecer-lhes sugestões de melhorias, compartilhando saberes e experiências é o propósito deste serviço pioneiro e absolutamente gratuito, oferecido pelo Departamento de Empreendedorismo da UFF, através do Ajuda MEI. É aproveitar o convite e sentir-se entre pares que, com suas expertises, podem ajudar a todos a enxergarem luz no fim do túnel.

De minha parte, ficarei feliz em conversar com vocês, pelas próximas 4 semanas, sobre temas ligados a Empreendedorismo a partir do compartilhamento de experiências práticas e também teóricas. A cada encontro, ou melhor, a cada post, aqui nas redes sociais, vou adorar saber sobre suas impressões e iniciativas. Espero que seja uma troca rica e proveitosa para todos nós!

Até semana que vem!