De trufas a Londres, por meio da convicção

De trufas a Londres, por meio da convicção

Empreender é também confiar, ter convicção de que dará certo e nada menos que isso!

Para que um negócio dê muito certo, assim como na vida, é preciso muita persistência, muita perseverança e todas aquelas palavras de positivismo que você conhece. Seu negócio cresce à medida que você se dedica. Se você se empenha muito, ele crescerá na mesma proporção, se você tenta fazer dar certo às vezes, pode ser que fique bom às vezes. Ao empreender não existe daqui há um mês, existe o hoje, pois daqui um mês outra pessoa poderá ter a sua ideia. E, se essa ideia for para frente, sendo um sucesso ou não, você terá perdido a oportunidade de ser o primeiro a fazer determinada coisa. Você sempre se lembra daquilo que fez primeiro. Os outros são os que copiaram o primeiro, certo? Quem você quer ser? Assuma a posição de empreendedor agora mesmo: eu empreendo, eu faço acontecer, não importam as circunstâncias. Isso vale também para quem gostaria de subir de cargo na empresa. Se convença que você é um vencedor e retire a máscara de uma pessoa que não consegue nada.

Não espere oportunidade para empreender! Se você conhece o seu nicho, é mais fácil saber o caminho que precisa seguir e o público-alvo que deseja atingir. Se esse público está fora da Internet, quais as melhores formas de atingi-lo? E se está dentro, como alcançá-lo? E mais: se ele está dentro e fora, como atingir os dois campos sem erro? E ainda, se destacar? Assim como a escola nos ensina a se preparar para as provas, estude e se apronte para passar pelas dificuldades de empreender. Decida se estudará pouco para atingir a nota mínima e não sair da sua zona de conforto, ou a máxima e se destacar perante seus concorrentes.

Estude os concorrentes, mas também estude você, pois é preciso estar certo e seguro daquilo que deseja para que possua a convicção, a chave do empreendimento. Entregue aos seus clientes a certeza de que é bom o suficiente, e isso você possui através da convicção, e a convicção vem de dentro, da AFIRMAÇÃO, e não da DÚVIDA.

É como quando você apresenta um trabalho na escola, se você não está seguro, leva um papel, caso precise ler, pois não está certo de que domina o assunto. Esteja convicto de que você domina. E quando você domina, fala sem precisar de papel e caneta, surfa nas ondas do conhecimento. Não surfe na maré de azar, surfe na maré boa!

A convicção é a chave do empreendimento. Aos 17 anos, ainda sonhadora com a carreira de modelo, comecei vendendo trufas na escola, para começar um curso chamado School Models, em Niterói, Rio de Janeiro. Vendia para meus amigos de sala e no recreio, com a ajuda de uma amiga, Laura Meroto, que gritava enquanto eu vendia: “olha a truuuufaaaaa”. Vendi na escola, no curso de modelo que eu desejava fazer, no teatro (que também pagava com o dinheiro das vendas, na rua (totalmente sem sucesso), e ainda, juntei grana para participar de um concurso em Curitiba, o MGT. Depois disso, trabalhei panfletando para morar em São Paulo. Enquanto passava por essas turbulências, eu não tive medo. E o fato de não ter medo me levou a sair do Rio e morar em outro estado, na Ásia por um ano, e etc.

Aproveitando para abrir um parênteses sobre as redes, os amigos, os colegas, a família, os vizinhos, etc. Lembra quando falei que uma amiga gritava enquanto eu vendia trufas? Assim como, enquanto eu panfletava, conheci uma mulher na área de moda que também me ajudou muito, a Luciana Osmondi. Todos eles são muito importantes. Até aquele fofoqueiro que você tem pavor, você sabia? Pois é ele quem faz o seu boca a boca. Agradeça a todos, eles fazem parte do seu negócio. Esse é assunto pra outro texto, mas você, leitor convicto e esperto, já filtre e comece a pôr em prática o respeito, a gratidão e a convicção.

Então, voltando para a venda das trufas, me peguei em um momento de término da escola. Mas antes mesmo disso acontecer, já estava pensando em um plano B: foi aí que tentei vender trufas na rua. Um dia saí de casa com 100 trufas e com a convicção de que venderia todas! Ainda no ponto de ônibus vendi 1 para uma conhecida! Peguei o ônibus, desci em um local, não consegui vender, desci em outro, não vendi. Fui andando e tentando vender, mas sem retorno algum. Foi então que voltei para casa e comecei a pensar em outro plano. Além da escola, já vendia as trufas no curso também, mas não era suficiente. Então trabalhei panfletando, não mais para pagar meu curso, mas para morar em São Paulo. Depois de SP, morei 1 ano na Ásia e quando retornei ao Brasil, trabalhei panfletando novamente. Para empreender é preciso paciência. Nada é de um dia para o outro.

Foi assim que conquistei os meus sonhos e morei em São Paulo por 6 meses, 3 dias em Curitiba, 9 meses em Beijing, passei por Macau para renovar visto, 3 meses na Tailândia, 2 dias na Malásia e 3 meses em Shanghai, após adquirir convicção. Termino esse texto no meu vôo indo para Londres: minha nova casa pelos próximos meses.

Polyanna Cardinot

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